RÁDIO UNIDOS COM CRISTO

domingo, 30 de junho de 2013

A COMIDA TRAZIDA PELOS CORVOS
É a comida que vem do auto para nos dar salvação para esta vida, eles queriam matar Elias, mas Deus era com ele, pois os corvos trouxeram pão e carne pela manhã e pela tarde. O pão que vem do auto e vem para nós mostrar a direção e a carne é o sustento para o corpo físico, pois bem sabemos que a carne é uma rica fonte de proteína.

O PÃO E A ÁGUA DA VIÚVA

Esta é a comida que vem de onde ninguém espera, é a comida que nos sustenta no ministério, uma comida que todos desprezam, mas que os filhos do Senhor sabem muito bem que é o sustento, que da fé, coragem, sabedoria e força.

O PÃO E A ÁGUA TRAZIDA PELO ANJO

Esta é a comida que nenhum homem ou mulher e nem mesmo corvos podem trazer, é a comida que somente um anjo pode carregar, pois é algo que não é desse mundo, mas de um mundo espiritual longe do nosso mundo físico, algo que nos fará caminhar por longínquo caminho sem ter qualquer outra necessidade.


AS TRÊS PROVIDÊNCIAS DE DEUS PARA NOSSAS VIDAS

Jesus disse: Eu sou o caminho que leva a salvação, a verdade que liberta a vida que dá vida eterna. Ele disse: Eu sou o alfa e o ômega, o principio e o fim. Ele disse: Eu sou o pão da vida que veio do alto. Também disse: Aquele que beber de mim nunca mais terá sede, pois nascerá em seu interior uma fonte de águas vivas.

Jesus ainda disse na noite em que foi traído: Este pão é o meu corpo que será picado por voz, este cálice de vinho é o meu sangue que será derramado por voz, coma do pão e beba do cálice, pois quando fizer isto estareis anunciando a minha morte até que eu venha. ELE VAI VOLTAR.

JESUS é a comida que nos sustenta, ELE é as três providências de Deus para as nossas vidas, por isso se levante agora mesmo e coma e beba de JESUS.

TEM PROVIDÊNCIA DE DEUS PARA TUA VIDA HOJE AQUI

Três Provisões de Deus



I Reis – 18
01. E sucedeu que, depois de muitos dias, a palavra do SENHOR veio a Elias, no terceiro ano, dizendo: Vai, apresenta-te a Acabe; porque darei chuva sobre a terra. 02. E foi Elias apresentar-se a Acabe; e a fome era extrema em Samaria.
Não sei por que Deus ama tanto cada um de nós, pois se assim não o fosse, Ele não nos deixaria os profetas pelos quais ainda hoje recebemos palavras que edificam vidas, salvando, curando, libertando e restaurando. Eu louvo a Deus pela vida de cada pastor que tem buscado do Senhor uma palavra abençoada para levar ao rebanho.

E como eu também tenho me esforçado para isso, quero louvar ao meu Deus, Jeová Jirê, que tudo tem provido na igreja que pastoreio, por nos dar mais uma mensagem maravilhosa. Quero e desejo que cada leitor se alimente dessa palavra e que ao colocá-la na boca de seu coração, passe a mastigá-la para sentir todo o gosto e desfrutar de todo o sabor que ela pode nos dar.

Quero falar de algo que chamou minha atenção quando fazia a leitura da palavra de Deus. Algo que muito me tocou o coração. Sei que todos sabem, mas vou citar novamente algo que aprendi: “Deus é o autor da bíblia, o Espírito Santo é o escritor da bíblia, e Jesus é o assunto central da bíblia de capa a capa.” Assim sendo e após concordarmos que Deus ainda fala, peço a todos que abram seus corações e deixem a luz da palavra entrar em vós.
O PRIMEIRO ALIMENTO DO PROFETA
Deus com sua mente eterna e poderosa sabe que nossas vidas necessitam de algo que nos sustente em todo o caminho e jornada que temos que percorrer nessa vida para mostrar que Jeová é o Senhor e assim foi com o seu profeta chamado Elias. Mas uma coisa eu quero lhes dizer, Deus tem três provisões para sua vida e a primeira é essa:

I Reis 17 - 3. Retira-te daqui, e vai para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão. 4. E há de ser que beberás do ribeiro; e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem. 5. Foi, pois, e fez conforme a palavra do SENHOR; porque foi, e habitou junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão. 6. E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã; como também pão e carne à noite; e bebia do ribeiro.

Deus deu ordem aos pássaros para que levassem até onde o profeta estava, pão e carne. Isso é nada mais nada menos que surpreendente, pois nisso Ele mostra sua autoridade e poder de compreensão.


Os corvos têm ampla distribuição geográfica nas zonas temperadas de todos os continentes. Vivem em bandos com estrutura hierárquica bem definida e formam, geralmente, casais monogâmicos. A sua alimentação é tanta animal como vegetal e inclui pequenos invertebrados, sementes e frutos; podem também se alimentares de restos orgânicos. São aves que apresentam comportamento complexo e que exibem sinais de inteligência, planejamento e comunicação entre indivíduos. Alguns corvos que comem sementes difíceis de quebrar atiram as sementes nas ruas de uma metrópole qualquer e deixa que os carros quebrem-nas.

Os corvos surgiram na Ásia, mas todos os continentes temperados e várias ilhas têm representantes do gênero. Por sua cor negra, o corvo é associado à idéia de princípio (noite materna; trevas primogênitas, terra fecundante...); por seu caráter aéreo, associado ao céu; por seu vôo, um mensageiro. Apesar de os corvos habitarem regiões secas, são notáveis as inúmeras associações dele com a água. Talvez as mais comuns tratem de sua ligação com as tempestades: é sabido que os corvos recolhem-se sempre que há iminência de chuvas fortes; isso gerou a crença de que são capazes de prever tempestades. A observação de seu comportamento tornou-se, então, um bom fator de previsão meteorológica pelos tempos.

Quando Deus usa os corvos Ele está dando a Elias a condição de se alimentar de uma comida sobrenatural que lhe daria a condição de fazer a oração que traria a chuva de volta, e de antes que viesse a chuva chegasse a concretizar o seu sonho, ver descer fogo do céu. Deus quer trazer seu povo de voltar, mas também quer realizar os sonhos de seus profetas. Uma comida que levasse Elias a realizar todo seu ministério.


Mas algo lindo eu percebi nessa atitude de Deus. Preste atenção, um corvo não pode voar levando em seu bico um quilo de carne ou um pão inteiro, isso comprometeria seu vôo, mas eles levavam um pequeno pedaço de carne e outros levavam pequenos pedaços de pão. E deixavam próximo onde Elias estava e então ele tinha que sair e colher a comida, juntando uma porção que matasse sua fome. Assim vejo que Jeová faz a parte dele, mas nós temos que fazer as nossas. Onde os corvos encontraram esta comida? Isso eu ainda não perguntei a Deus!


O SEGUNDO ALIMENTO DO PROFETA

Agora Elias tinha um alimento que lhe daria a condição necessária para vencer os profetas de satanás e fazer maravilhas diante dos olhos de todo o povo, mas ainda aos olhos de Deus havia outro alimento que o profeta deveria comer para que tudo se concretizasse. Era da comida da viúva. Veja como Deus fez!

I Reis 17 - 8. Então veio a ele a palavra do SENHOR, dizendo: 9. Levanta-te, e vai para Sarepta, que é de Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei ali a uma mulher viúva que te sustente. 10. Então ele se levantou, e foi a Sarepta; e, chegando à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; e ele a chamou, e lhe disse: Traze-me, peço-te, num vaso um pouco de água que beba. 11. E, indo ela a trazê-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me agora também um bocado de pão na tua mão.

Ao permitir que as águas do ribeiro de Querite secassem, Deus estava também fazendo com que o profeta partisse para o seu segundo alimento que na verdade era providência divina. Assim a voz de Jeová lhe ordena que Elias saia de Querite e fosse para Sarepta. Note que o rei Acabe estava à procura de Elias para matá-lo e vejo que aos nossosinimigos Deus envergonha.


O Senhor Jeová então leva Elias para a presença de uma pessoa desprovida que iria fazer sua última refeição e morrer, ela era alguém que já contava com a morte para si e seu único filho. Elias lança uma palavra profética de desafio para a viúva que ouvi a palavra, obedece à palavra e cumpri a palavra, trazendo para ela e sua casa a provisão milagrosa.

Vejo que ao levar Elias até a viúva, o Senhor Jeová “mata dois coelhos com uma só cajadada”, mas a viúva é outra mensagem. Deus estava levando Elias a comer do pão da amargura da mulher, pois a viúva representa todos que necessitam de um profeta e por falar nisso, está faltando profetas na terra, pois hoje os pastores, líderes de grandes denominações olham para igreja como uma fonte de renda, como uma empresa lucrativa, como um baú de dinheiro, uma fonte que paga suas viagens de avião e suas fazendas e tudo isso “me mata de raiva”.

Deus sabia que para voltar e encarar o povo Elias precisava ter a compaixão dentro do coração, pois Deus é amor, e Ele amava aquele povo desviado e também ama você que esta lendo esta mensagem. E Elias estava em faze de preparação para o grande combate. Deus quer nos preparar para as lutas dessa vida, mas muitos de nós não queremos comer das providências do Senhor. O encontro com a mulher viúva simboliza para no ministério de Elias que Deus não desampara ninguém e não seria aquele momento que Deus deixaria Elias padecer.


O TERCEIRO ALIMENTO DO PROFETA

Elias já se havia abastecido de dois alimentos que o deixaria em condições de enfrentar os profetas de satanás e encarar um povo displicente e desviado do caminho do Senhor. Então ele volta e tem êxito, pois desafiou Acabe e seus profetas malígnos, viu fogo descer do céu, envergonhou Jezabel, ensinou o povo o caminho de volta a Deus verdadeiro e cheio de coragem e autoridade mata a fio da espada centenas de homens de uma vez.

Mas após uma grande batalha tanto na esfera física quanto na espiritual, Elias se sente esgotado, chega a pedir a morte, mas ainda lhe faltava um outro alimento que Jeová havia reservado para que seu servo não morresse nem física nem espiritualmente. Esse alimento não é pão e carne que corvos pudessem trazer, muito menos pão e água trazida por mãos de uma viúva, mas um alimento que somente um anjo pode carregar. Veja o contexto em que Elias se sente abatido e é alimentado por um anjo.

I Reis 19 – 5. E deitou-se, e dormiu debaixo do zimbro; e eis que então um anjo o tocou, e lhe disse: Levanta-te, come. 6. E olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas, e uma botija de água; e comeu, e bebeu, e tornou a deitar-se. 7. E o anjo do SENHOR tornou segunda vez, e o tocou, e disse: Levanta-te e come, porque te será muito longo o caminho. 8. Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.

Ao ver seu profeta desanimado e abatido, o Senhor decide agir em prol de seu filho corajoso e intrépido. Elias não podia morrer, pois Deus ainda precisava de seu porta voz na terra, é isso que os verdadeiro profetas são para Deus na terra, mas não se deixe enganar por falsos profetas que vestem ternos caros, andam em carros importados, sustentam diplomas de doutores em teologia, cobram rios de dinheiro para pregar o que Deus deu de graça e falam palavras que iludem para encherem seus bolsos.

Deus quer que sua palavra seja levada a todos os povos da terra e Ele esta te convidando para ser um porta voz celestial na terra, falando a verdade doa a quem doer. Assim Deus vendo seu profeta dormindo em baixo de uma árvore, Ele manda um anjo levar a terceira providência para o profeta.


O pão estava quente, pois foi feito em brazas e a água era fresca, o anjo o chama e lhe diz para que se levante, coma e beba, pois ainda havia uma longa caminhada. Elias se levantou e assim comeu e bebeu, mas ao comer e beber daquela comida, o profeta Elias caminhou quarenta dias.

É essa comida que precisamos, uma comida que nos faça caimnhar por longos tempos em direção aos objetivos que ardem no coração do Senhor nosso Deus. Uma comida que surpreenda a nós mesmos e àqueles que estão nos vendo.

Seu sonhos não vão morrer ou se perder no tempo, pois nesta noite eu recebo autoridade de Deus para lhes dizer que Deus lhe está dando um alimento que neste momento vai mudar sua vida e esta é a palavra de Deus para você meu amigo leitor: “Eu, o Senhor, vejo tudo e a ti também, então seja fiel e obediente as minhas palavras, pois Eu velo por elas e assim também guardarei sua vida, meu filho.”



quarta-feira, 26 de junho de 2013

Não entres na vereda dos perversos, nem sigas pelo caminho dos maus. Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo; pois não dormem, se não fizerem mal, e foge deles o sono, se não fizerem tropeçar alguém; porque comem o pão da impiedade e bebem o vinho das violências. Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. O caminho dos perversos é como a escuridão; nem sabem eles em que tropeçam”. (Pv 4.14-19).



As más companhias são como um mercado de peixe; acabamos por nos acostumar ao mau cheiro. (Provérbio chinês)
A brilhante idéia de Deus, a amizade
Deus idealizou a vida de tal forma que todos nós precisamos de amigos. Aqueles que acham que podem viver isolados estão, sem dúvida, perdendo uma das coisas mais preciosas da vida, ou seja, ter relacionamentos significativos com outras pessoas. Relacionamentos estes, que nos ajudarão em nossa existência, em nossa vida com Deus e na sociedade como um todo. Viver sem amigos é como viver sem existir de fato. A existência tem a prerrogativa de amigos que na verdade são espelhos que refletem nossa vida e existência, e que por isso são indispensáveis.
A escolha dos nossos amigos
As Escrituras nos orientam sobre a escolha e o tratamento dos nossos amigos. Amigos têm muita influência em nossas vidas: “O justo serve de guia para o seu companheiro, mas o caminho dos perversos os faz errar” (Pv 12:26). Por este motivo, a escolha de nossos amigos é um assunto de grande importância: “Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos se tornará mau” (Pv 13:20). No final das contas, nossas escolhas não envolvem apenas pessoas, mas decidem a nossa direção na vida e na eternidade. Tiago frisou bem este fato quando perguntou: “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tiago 4:4). O mesmo livro fala de um homem de grande fé (Abraão) que rejeitou os caminhos errados de outros homens e mostrou a sua lealdade ao Senhor. O resultado desta escolha de Abraão? “Foi chamado amigo de Deus” (Tiago 2:23).
É fácil escolher mal. Muitas pessoas que não amam a Deus e não respeitam a palavra dele nos oferecem a sua amizade. Às vezes, podemos influenciar tais pessoas pela nossa fé e o exemplo de uma vida reta. O próprio Jesus fez questão de ter contato com pecadores, oferecendo-lhes a palavra eterna da salvação (Lc 15:1; Mt 9:10-13). O perigo vem quando não confessamos a nossa fé no meio de uma geração perversa (Mc 8:38). Ao invés de conduzir outros a Cristo, deixamos as más influências nos corromperem. Algumas pessoas querem nos induzir a pecar contra Deus. Leia (Pv 1:10-16). Infelizmente, observamos a mesma tragédia espiritual na vida de muitas pessoas hoje.
Quantos jovens são induzidos a usar drogas, ou até de se tornar traficantes, pela influência de falsos“amigos”? Quantos cedem as tentações por conselhos dosamigos da onça? Quantos não caem no papo do “não tem nada haver”? Quantos jovens não fracassam em seus projetos e planos acadêmicos por conselhos fúteis de amigos errados?
A Bíblia nos orienta quanto às más amizades

Algumas amizades precisam ser totalmente evitadas: ”Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” (Sl 1:1).
Quando outros querem nos conduzir ao erro, precisamos sair correndo: “Foge da presença do homem insensato, porque nele não divisarás lábios de conhecimento. A sabedoria do prudente é entender o seu próprio caminho, mas a estultícia dos insensatos é enganadora. Os loucos zombam do pecado, mas entre os retos há boa vontade” (Pv 14:7-9).
Alguns dos amigos mais perigosos são aqueles que sempre concordam conosco, apoiando-nos mesmo nas coisas erradas. “Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir a canção do insensato” (Ec 7:5).
O amigo verdadeiro nos corrige, e a pessoa sábia procura ter amigos com coragem e convicção para repreendê-la quando for necessário. Por outro lado, o insensato evita pessoas que corrigem e criticam, procurando aprovação acima de sabedoria. “O escarnecedor não ama àquele que o repreende, nem se chegará para os sábios… O coração sábio procura o conhecimento, mas a boca dos insensatos se apascenta de estultícia” (Pv 15:12,14).
Ninguém gosta de ser corrigido, mas todos nós precisamos de amigos que nos amem tanto a ponto de mostrar os nossos erros: “Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos” (Pv 27:5-6).
Podemos identificar um falso amigo por aquilo que ele fala e pensa a respeito da vida, de Deus e do mundo. “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes”.
Precisamos saber escolher bons amigos, e que principalmente nos ajudarão em questões espirituais. Como escolher bons amigos?
a) Fiel (Pv 18.24; 17.17)
b) Sincero (Pv 27.6; 28.23)
c) Conselheiro (Pv 27.9; 17)
d) Respeitoso (Pv 25.17)
e) De preferência que seja cristão (Gl 6.10)

Uma vez que escolhemos bons amigos, devemos ser bons amigos! As Escrituras nos aconselham sobre as responsabilidades de amigos fiéis.
"Amizade é como dinheiro: mais fácil de conseguir do que de manter”. (Samuel Butler).
Amigos contam com a presença uns dos outros: “Mais vale o vizinho perto do que o irmão longe” (Pv 27:10). “O olhar de amigo alegra ao coração; as boas-novas fortalecem até os ossos” (Pv 15:30). Por outro lado, não devemos abusar da amizade, causando aborrecimentos: “Não sejas freqüente na casa do teu próximo, para que não se enfade de ti e te aborreça” (Pv 25:17).
Não devemos abandonar nem trair os nossos amigos no dia da adversidade (Pv 27:10). Amigos verdadeiros não são interesseiros, mas aqueles companheiros fiéis que ficam nos bons tempos e nos maus: “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão” (Pv 17:17).
A amizade verdadeira traz benefícios mútuos: “Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo” (Pv 27:17).
A. Amigos podem ser uma fonte de encorajamento.
"Duas pessoas podem lucrar muito mais do que uma sozinha, porque o seu trabalho vai render mais. Se uma delas cair, a outra a ajuda a levantar-se; mas o homem sozinho, quando cai, está em má situação. Uma pessoa sozinha corre o risco de ser atacada, mas duas pessoas juntas podem se defender melhor. E se forem três, melhor ainda; a corda trançada com três fios não arrebentará facilmente" (Ec 4.9-12 - A Bíblia Viva).
B. Amigos podem ser uma fonte de aconselhamento
"Uma crítica franca vale mais que um interesse escondido. Melhor é o castigo de quem nos ama de verdade do que os beijos dados por um falso amigo" (Provérbios 27.4-5 - A Bíblia Viva)
C. Amigos podem ajudar-nos a perceber nosso potencial
"Ninguém faça pouco caso de você porque você ainda é moço. Seja o exemplos dele no seu amor, na sua fé e na pureza dos seus pensamentos" (Carta de Paulo a Timóteo 4.12 - A Bíblia Viva)
Exemplos de amizades boas e más
Deus nos ensina, também, por exemplos. Três gerações da mesma família servem como exemplos de amizades boas e más. Considere estes casos:
Davi e Jônatas. Talvez a mais conhecida amizade na história seja a de Davi com Jônatas, filho do rei Saul. O ciumento rei tentou matar o jovem Davi, escolhido por Deus como seu sucessor. Pelo mesmo motivo, Jônatas poderia ter olhado para Davi com inveja ou ódio. Se Deus não tivesse nomeado Davi, o próprio Jônatas seria rei depois da morte de Saul. Mas Jônatas não mostrou tais atitudes. Ele manteve uma amizade especial com Davi durante toda a sua vida. Quando Saul tentou matar Davi, foi Jônatas quem protegeu o seu amigo (1 Samuel 20). Davi lamentou amargamente a morte deste amigo excepcional (2 Samuel 1:17-27). Mesmo depois da morte de Jônatas, Davi mostrou bondade para com seu filho aleijado, Mefibosete (2 Samuel 9).
Amnon e Jonadabe. Amnon, um dos filhos de Davi, não escolheu seus amigos como o fez o seu pai. Ao invés de cultivar amizades boas e saudáveis, ele escolheu como companheiro seu primo Jonadabe (2 Samuel 13:3). Quando Amnon falou com este amigo sobre os seus desejos errados pela própria irmã, Jonadabe teve uma oportunidade excelente para corrigir e ajudar o seu primo. Infelizmente, ele fez ao contrário. Ele “ajudou” Amnon a descobrir uma maneira de estuprar a própria irmã! Além de levar Amnon a humilhar e odiar a moça inocente e a magoar profundamente o seu pai (2 Samuel 13:4-21), o conselho de Jonadabe levou, afinal, à morte do próprio Amnon (2 Samuel 13:22-36). Jonadabe até teve coragem de tentar confortar Davi depois da morte de Amnon! Que amigo!
Roboão e seus colegas. Roboão, neto de Davi, se tornou rei depois da morte de Salomão. No início do seu reinado, ele procurou conselho de várias pessoas antes de tomar uma decisão importantíssima. Ele valorizou a amizade com seus colegas acima da sabedoria dos homens mais velhos e experientes (1 Reis 12:7-11). A “ajuda” destes amigos contribuiu para a divisão do reino e diminuiu muito a influência de Roboão. Nossos amigos podem falar coisas que nos agradam, mas devemos dar ouvidos à sabedoria de pessoas mais sábias!
A Bíblia nos orienta quanto aos falsos irmãos
“Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles” (Rm 16.17).
“Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais”. (1Co 5.11)
O que aprendemos?
De tudo que a Bíblia fala sobre amizades, devemos aproveitar algumas lições importantes. Entre elas:
ü Escolher cuidadosamente os nossos amigos, evitando amizades que nos levem ao pecado e ao mundo. Cortar amizades que prejudicam a nossa vida espiritual, especialmente quando os “amigos” incentivam ao pecado e a participação em religiões falsas.
ü Valorizar amigos que nos corrigem quando erramos, e que nos aconselham sem preconceito.
ü Ser amigos fiéis e de confiança, especialmente nos momentos difíceis quando os amigos mais precisam de nós.
ü Sempre manter nossa relação com Deus acima de qualquer amizade humana, confessando a nossa fé no meio de uma geração perversa.
ü Quando se trata de amizade, devemos valorizar qualidade, e não quantidade: “O homem que tem muitos amigos sai perdendo, mas há amigo mais chegado do que um irmão” (Pv 18:24).


“Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando” (Jo 15.14)